Auditório Paulo Freire recebe debate sobre colonialidade

Frente a avanços de políticas neoliberais na Amazônia, nas cidades e no meio rural, o Grupo de Pesquisa Territórios Emergentes e Redes de Resistência na Amazônia (GPTerra), a coordenação de Licenciatura Plena em Geografia e Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG), organizaram o “I Encontro de Geografia e Giro decolonial na Amazônia: do pensamento crítico-subversivo às espacialidades contra-hegemônicas” nos dias 29, 30, 31 de outubro e 01 de novembro. O evento, que ocorreu no auditório visou despertar o repensar de concepções que envolvem a Amazônia — problematizando a dinâmica espacial a partir de conceitos e princípios epistemológicos do pensamento decolonial.

A reunião de diversos professores — de várias organizações públicas —, que estão em sua prática acadêmica, buscou romper com conceitos, teorias e concepções de mundo que constituem imagens reducionistas, simplistas e estereotipadas. E, assim, gerar avanços na crítica à visão colonialista e eurocêntrica da região, além de consolidar outros caminhos de problematização regional.

Outros assuntos como gênero, sexualidade, etnicidades, racionalidades e movimentos sociais devem ser trabalhados nas mesas, em prol de uma visão mais ampla e inclusiva dentro das ciências humanas, tal como o evento propõe. 

A comissão organizadora do encontro acredita que o debate deve ser construído e consolidado para uma preservação e entendimento das vivências e espaços do povo amazônico. “É preciso consolidar espacialidades e territorialidades contra-hegemônicas de enfrentamento às perversidades do agronegócio, do mineralnegócio, do hidronegócio e de toda lógica de mercantilização da vida em curso”, declarou a comissão.

Texto: Wesley Lima/ Ascom CCSE

Foto: Aiala Colares/ Organização.