Uepa dá mais um passo para se tornar uma Instituição bilíngue

“Agora é possível os alunos surdos se comunicarem com os servidores para pedir um documento ou um protocolo”, contou com alegria o professor de Língua Brasileira de Sinais (Libras), Kleber Carlack, que acompanhou a turma de 30 servidores da Universidade do Estado do Pará (Uepa), concluintes do nível básico e do nível intermediário da oficina de Libras proporcionada pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI). No dia 12 de dezembro, ocorreu a entrega dos certificados durante a solenidade de conclusão do curso, um passo a mais para tornar da Uepa uma Instituição bilíngue.

A oficina, que faz parte do Programa de Educação Continuada, concluiu em 2018 o seu segundo ano de execução e tem o objetivo de disseminar a cultura da diversidade, tornando o ensino superior possível para todos. Para o professor Kleber Carlack, proporcionar o ensino aos servidores da Instituição foi muito gratificante e realizador por conseguir fazer parte da transformação da Uepa, lugar em que foi aluno um dia e hoje volta como professor.

Neste ano, servidores do Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP) e da Diretoria de Acesso e Avaliação (DAA) participaram da capacitação e demonstraram seu resultado durante a cerimônia através de uma apresentação musical traduzindo canções para Libras. A celebração foi um momento de agradecimento, contemplação e reconhecimento do trabalho coletivo a favor da inclusão social educativa.

Em 2019, o Programa terá o nível avançado em continuação ao básico e intermediário, tornando os funcionários fluentes em Libras e abraçando novos alunos para as etapas iniciais. A meta do NAI é que a Uepa se torne falante da língua portuguesa e de Libras. “Queremos disseminar a Libras entre todos os servidores, professores e alunos para ter a língua como usual não somente dentro da comunicação da Uepa, mas em todos os lugares. A inclusão só existirá se todos nós estivermos juntos e interagindo em prol disso”, conclui a coordenadora do NAI e responsável pelo curso, Marli Almeida.

Texto: Olivia Varela